Em alguns momentos não sou mais coração.
Então é que percebo o quanto me torno inútil
porque meu corpo não sabe agir sozinho.
Sempre fui de fazer as coisas que gostava. Sempre fui de lutar pelo que desejava alcançar. Lutei muitas lutas, algumas inglórias mas nunca tive medo de perder como também não lamento minhas perdas porque elas fazem parte da minha historia. As minhas conquistas as compensam com larga vantagem. Nunca tive as melhores chances na vida e por isso me vi obrigado a cria-las por mim mesmo. Sou o que sou porque me fiz quase sozinho. Escolhi meus caminhos e tentei segui-los da melhor forma que me permitiam minhas ferramentas, ou seja, meu cérebro e minha força vital. Porém, com a idade vamos perdendo o ímpeto que nos dava a energia da juventude, vamos nos endurecendo e o medo, que antes não incomodava, passa a nos rondar todos os dias. Não saltamos mais. Caminhamos lentamente com passos indecisos rumo ao ostracismo, sem perceber que no fim só existe a morte e perdemos um tempo precioso analisando cada gesto, cada palavra, cada pisada no mesmo chão que antes era tão firme. Deveríamos reagir e lutar, mas alguma coisa nos falta, talvez a vontade de continuar. Desejamos o repouso do fim do dia quando ainda nem chegamos ao meio da tarde. Vamos nos entregando ao imperioso desejo de desistir e até chegamos ao absurdo de desejar a morte como saída mais fácil. Não falo de um desejo de suicídio, mas do sentimento que nos domina e nos engana, de que a morte será o descanso almejado. Temos isso em todos nós, desejamos a morte sempre e no entanto quando colocamos isso em nível consciente nos assustamos. A verdade é que sempre desejamos e até procuramos a morte. Eis aí o paradoxo.
Ha contudo uma outra forma de analisar a fatalidade. Já que vamos mesmo morrer, e ninguém pode evitar seu próprio fim, por que não lutar para ter o que desejamos? Por que não reagir, sacudir a apatia e partir com vigor contra as hostes do desânimo que nos assaltam? É a nossa única opção: LUTAR.
Morrer vamos todos, mais dia menos dia. Então, que morramos lutando pelos nossos sonhos. Pelo menos teremos a chance de realiza-los.
Fragmento poético de minha alma
perdida na escuridão de lágrimas
pedindo seu amor que não me socorre
crescente solidão que me domina.
Esperança de um amor solitário
levando meus olhos para o nada
dissipada em pequenos fragmentos,
fragmento poético de minha alma.
Um dia talvez você apareça
pedindo meu amor guardado em meu peito
eu esperarei pacientemente
fragmento poético de minha alma.
Se você precisar estarei por perto
meu pensamento estará sempre em você
se você precisar estarei perto
minha mente andará sempre com você.
Meu coração e minha mente lhe esperam
seja feliz em toda sua caminhada
estando você junto de meu amor ou não
fragmento poético de minha alma.
Se você precisar estarei por perto
meu pensamento estará sempre em você
se você precisar estarei por perto
minha mente andará sempre com você.
...FRAGMENTO POÉTICO DE MINHA ALMA...
( Poema escrito por Gustavo Dutra, meu filho de 15 anos, como uma canção para sua banda “PSALM”, que está nascendo agora.)