- Flavio Dutra
- Eu me contradigo? Pois bem, eu me contradigo. Sou vasto, contenho multidões. (W.Whitman)
terça-feira, 18 de maio de 2010
sexta-feira, 7 de maio de 2010
quarta-feira, 28 de abril de 2010
que faço eu de tí?
Ficar não posso que assim me mato
Partir não sei que onde ir não tenho
Sem alento me sento e ponho no CDplayer uma cantata de Bach
momento sublime outro mundo me envolvendo
fuga da realidade fuga...
e enquanto meu espírito levita na sonoridade da sala
busco meu controle na ilusão de ser eu pacífico e lúcido.
sábado, 10 de abril de 2010
domingo, 14 de março de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
E as guerras passaram.
A tormenta se foi, perdendo-se no horizonte,
sublimada em névoa de garoa fina.
Um silêncio me envolve indagador nessa tarde de poente,
quando raios dourados ainda fazem longas sombras nas árvores
e uma paz estranha me deixa incomodado.
Vejo os pardais a brincar na folhagem, vida renovada.
E esse medo de perder tudo, esse momento precioso
me faz quieto, em silêncio reverente.
Sentado num banco de pedra de jardim público
olhando as pessoas que passam, levando batalhas nos bolsos,
me admiro delas e de mim mesmo que já fui assim.
Olho à minha volta e respiro fundo,
me levanto e em passos lentos
caminho em linha reta, em direção aos meus dias seguros.
E logo estarei em casa para uma sopa fumegante de aspargos.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
me cansei de todo verso inútil.
Estou aqui sentado à espera do momento
em que deveria apagar todas as reminiscências,
todas as dores; que o poeta vive delas todas
oriundas de fatos ou não, criadas por vezes
na sua imaginação fértil, e mesmo assim vividas em plenitude.
Mas me cansei.
Estou para ser materialmente prático
egoísta, e estipular metas de vida.
Sem sonhos, sem ilusões, sem amores falsos,
e nenhum transtorno se ela não me responder amanhã.
Estou pronto, uma arma na mão
uma corda pendurada no teto
e o fim que se avizinha.
E no entanto
a coragem se esvai na primeira inspiração.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Quotidien
La vie...
les jours qui passent
les heures qui coulent,
la soif...
un baiser que je ne peux plus
un sourire que je ne vois plus
une caresse que je n'aurai plus
une vie
qui me le répète à tout instant,
arrête!
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Saudade
um rosto, uma fala, um acontecimento que se apagou...
domingo, 10 de janeiro de 2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Noites mornas.
O silêncio que me incomoda agora
em contraste ao silêncio de outrora
onde duas estrelas transbordavam de energia.
Sinto frio nas noites de verão,
e o outro silêncio, que silêncio!
transbordava de vida, de luz, de calor
e tudo era caminho, viagem, erva renascendo no jardim
e corações criadores de estrelas
em silêncio!
Triste
Queria saber, ah! como queria saber
o porquê de silêncios tão marcantes
de olhares mudos que falam à alma,
de sentires sem toque, palavras que acariciam.
Almas que se beijam no pensar uníssono,
encontros improváveis nos sonhos de noites quietas,
e do amor pairando acima de tudo,
deixando da vida o duro labor diário
lirismo, viagem onírica
mundo que desmorona ao primeiro raiar do sol.
