La vie...
les jours qui passent
les heures qui coulent,
la soif...
un baiser que je ne peux plus
un sourire que je ne vois plus
une caresse que je n'aurai plus
une vie
qui me le répète à tout instant,
arrête!
- Flavio Dutra
- Eu me contradigo? Pois bem, eu me contradigo. Sou vasto, contenho multidões. (W.Whitman)
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Quotidien
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Saudade
me vem um aperto no coração, uma coisa que devia lembrar...
um rosto, uma fala, um acontecimento que se apagou...
um rosto, uma fala, um acontecimento que se apagou...
e faz muito tempo...!
domingo, 10 de janeiro de 2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Noites mornas.
O silêncio que me incomoda agora
em contraste ao silêncio de outrora
onde duas estrelas transbordavam de energia.
Sinto frio nas noites de verão,
e o outro silêncio, que silêncio!
transbordava de vida, de luz, de calor
e tudo era caminho, viagem, erva renascendo no jardim
e corações criadores de estrelas
em silêncio!
Triste
Queria saber, ah! como queria saber
o porquê de silêncios tão marcantes
de olhares mudos que falam à alma,
de sentires sem toque, palavras que acariciam.
Almas que se beijam no pensar uníssono,
encontros improváveis nos sonhos de noites quietas,
e do amor pairando acima de tudo,
deixando da vida o duro labor diário
lirismo, viagem onírica
mundo que desmorona ao primeiro raiar do sol.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Um minuto a meio da tarde.
Num minuto isolado,
no meio do dia, eu me lembro.
E então me da uma saudade tão profunda,
tão intensa, e ao mesmo tempo tão inócua,
que dura mesmo esse minuto e some
diluída nos afazeres da hora.
O que é a desesperança?
O que é a resignação?
A aceitação da fatalidade?
É como a morte de um ente querido.
Sabemos que não volta mais,
que nunca mais vamos ver
e ainda assim por um tempo talvez longo
talvez bem curto, quem sabe,
ainda mantemos a saudade.
Um piano ao crepúsculo.
Caminhando sozinho numa rua silenciosa; inicio de uma noite cálida de verão, meus passos ressoando no calçamento desgastado e limpo e pensando em tantas andanças, tantos caminhos trilhados, imaginando se ainda teria muitos a percorrer ou simplesmente se ja me aproximo do fim, sem contudo me dar conta.
Passando por uma casa de varanda enorme e bem arejada, quase sentindo o aconchego da hora crepuscular em suas cadeiras de metal cromado, de repente um piano... alguem tocava um piano àquela hora magica do dia.
Acordes que voando pelo espaço vieram me abraçar, envolveram-me todo em sons deliciosos, puros, calorosos, quase podia respira-los ali parado, estático, olhando a varanda vazia, e me deixando preencher de sons.
Eu quase podia vê-los, eram palpáveis, materializados em cores vibrantes, corriam os acordes pelo meu corpo, eletrizantes, eram a mim direcionados.
Não conhecia a melodia, mas era linda, num compasso lento, cada nota ribombava com forte eco em meu peito, os acordes numa harmonia singela e lúcida.
Desejei conhecer o pianista, ou seria ela? Desejei sentar-me ao seu lado naquele instante, admirar suas mãos passeando pelas teclas, seus dedos finos leves e ligeiros em toques suaves.
Imaginei o sorriso angelical aflorando em seus labios, pois eu estava ali ouvindo enlevado, num instante congelado de felicidade infantil.
De súbito o silencio... silencio mortal caindo sobre a rua e as luzes foram se apagando nos meus olhos, agora olhando a rua nua e sem vida.
Segui meu caminho solitário novamente, mas levando comigo uma alegria calma de quem recebeu um presente secreto de uma pessoa querida.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Chuva fina que bate na minha vidraça,
chuva fina que rola na calçada,
chuva fina e fria que vem do céu imenso e cinza.
Oh! chuva fina e fria que cai como um véu sobre mim
quando tento fugir caminho afora, do que sou hoje.
Chuva fina e fria que me fere, me oprime,
chuva fina que deita lembranças em minh'alma.
Oh! chuva, chuva insistente e triste,
o que queres me dizer com teus fios de seda
dissolvendo-se em meus cabelos caídos
sobre meus olhos úmidos, em disfarçada saudade?
Conta me dela ao menos,
diga-me onde anda,
em que caminhos vagueia sob tua insinuante teia,
conta me dela ao menos, se abriga-se sob um telheiro seguro
ou como eu percorre ainda uma estrada infinita,
nós dois perdidos,
eternamente desencontrados e sós.
chuva fina que rola na calçada,
chuva fina e fria que vem do céu imenso e cinza.
Oh! chuva fina e fria que cai como um véu sobre mim
quando tento fugir caminho afora, do que sou hoje.
Chuva fina e fria que me fere, me oprime,
chuva fina que deita lembranças em minh'alma.
Oh! chuva, chuva insistente e triste,
o que queres me dizer com teus fios de seda
dissolvendo-se em meus cabelos caídos
sobre meus olhos úmidos, em disfarçada saudade?
Conta me dela ao menos,
diga-me onde anda,
em que caminhos vagueia sob tua insinuante teia,
conta me dela ao menos, se abriga-se sob um telheiro seguro
ou como eu percorre ainda uma estrada infinita,
nós dois perdidos,
eternamente desencontrados e sós.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
E meus passos vão firmes e seguros, e vou tranquilo,
pois amo a vida e sei que ela me protege, sou seu filho.
Nenhum receio nas horas mais difíceis, pois sei
o caminho mais íngreme leva ao topo da montanha
de onde descortina-se a beleza do vale
e quem sabe, o mais puro pôr-do -sol.
Nessas horas eu me aquieto,
sento e espero a passagem do tempo
e deixo vergastar-me o rosto a fúria das tempestades.
Sempre virá o dia depois, num circulo eterno
de retorno, retorno, retorno
e nesse movimento estarei de volta aos dias de sol,
aos momentos de adoração ao amanhecer
quando cantarei a plenos pulmões minha alegria para o mundo
ou simplesmente usarei algumas horas
assobiando uma cantiga de amor
com um lindo sorriso maroto iluminando meus olhos.
pois amo a vida e sei que ela me protege, sou seu filho.
Nenhum receio nas horas mais difíceis, pois sei
o caminho mais íngreme leva ao topo da montanha
de onde descortina-se a beleza do vale
e quem sabe, o mais puro pôr-do -sol.
Nessas horas eu me aquieto,
sento e espero a passagem do tempo
e deixo vergastar-me o rosto a fúria das tempestades.
Sempre virá o dia depois, num circulo eterno
de retorno, retorno, retorno
e nesse movimento estarei de volta aos dias de sol,
aos momentos de adoração ao amanhecer
quando cantarei a plenos pulmões minha alegria para o mundo
ou simplesmente usarei algumas horas
assobiando uma cantiga de amor
com um lindo sorriso maroto iluminando meus olhos.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009

É so um ar de não sei quê
um vazio quando acordo, uma dor no peito,
a sensação de um infarto iminente.
Uma vontade de me derramar em prantos
como uma criança inocente vilipendiada.
Um vazio imenso a cobrir, quase infinito
onde me sinto irrecuperável, incompetente para reagir
sendo grande demais essa distancia.
sendo grande demais essa distancia.
E uma saudade que me vem não sei de onde
tanto assim,
a me deixar em frangalhos
e sem vontade de encarar o dia.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Uma noite envolvente, pesada e quente.
No ar silencioso e parado, nenhum movimento
que alivie o ardor da pele.
Passam minutos infindos e letárgicos
sobre o corpo nu colado aos lençois de seda.
Em um momento vem o ruir de castelo de cartas,
deixando à mostra imagens antigas na parede.
E no ar parado, na fornalha úmida do quarto
um quadro oscila
num vai-e-vem de desejo e repulsa
No ar silencioso e parado, nenhum movimento
que alivie o ardor da pele.
Passam minutos infindos e letárgicos
sobre o corpo nu colado aos lençois de seda.
Em um momento vem o ruir de castelo de cartas,
deixando à mostra imagens antigas na parede.
E no ar parado, na fornalha úmida do quarto
um quadro oscila
num vai-e-vem de desejo e repulsa
quando o coração reprime um soluço dolorido,
meneando a cabeça de lado a lado,
numa negação.
meneando a cabeça de lado a lado,
numa negação.
sábado, 14 de novembro de 2009
Quero amar enquanto tenho saudade,
enquanto meu corpo se lembra
de olhares lançados ao acaso dos encontros fortuitos,
das palavras ditas em sussurros apressados
de passagem num canto da sala.
Enquanto meu corpo ainda pede
um beijo furtivo na cozinha,
quando outros riem no patio,
numa confraternização inocente de fim de semana.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Me encontrando à margem dos fatos,
sentado num canto mais afastado de todos,
medito nas atitudes dos homens que jogam cartas.
Meu relógio de ouro marca o tempo que não vivo,
duas horas sem vida, mais meio tempo de uma morte improvável,
e marcará mais tempo ainda, além do que for do meu desejo.
Horas e horas que contemplo a vida passando à minha frente,
enquanto homens jogam cartas numa mesa de bar.
e vejo a sentinela que grita um alerta,
a sentinela me diz que o tempo não é meu.
Me sendo dado por empréstimo
não devo joga-lo, como fazem os homens nas cartas,
ele não me pertence.
Mas tenho um relógio dourado
que conta implacável o escoadouro do tempo
e o que já foi esbanjado me será cobrado, é certo.
e o que já foi esbanjado me será cobrado, é certo.
O que ainda está por vir também me será cobrado,
e somando, o que vem é maior que aquilo que já passou.
Constato então que tenho uma dívida incomensurável de tempo
impagável
segundo o cálculo inútil das minhas probabilidades.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
São horas caladas essas na sala de espera
mutismo, olhar ansioso aos movimentos do corredor
expectativa, e um não-saber que sentir
um turbilhão de emoções,alguma incredulidade
e o passar das horas caladas nos ponteiros imóveis
e um sem-mãos que afaguem
um sem-voz que acalante
um sem-olhar que assegure
um não-sei-qualquer incongruente
que me vai cansando aos poucos , me exaurindo
enquanto aguardo ansioso a chamada final.
Assinar:
Postagens (Atom)

